Barco-Dragão

27 May 2017


O som do tambor, som oculto

submerso no lodo,

é o ritmo ancestral

das estações

que o kusau marca

ao sabor das tradições.

O poeta jaz deitado no leito

do rio Mi Ló

e é o seu telúrico soluçar

que faz deslizar

serpentes aladas,

dragões que nadam com leveza

sobre a espuma de pureza

com que Chu Yuan santificou

a sua morte ritual,

para que a seda verde cobrisse

todos os anos

o imenso arrozal.

(Jorge Arrimar. Fonte do Lilau. Macau: Livros do Oriente, p. 47)

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